Fraudes pela internet: O novo conto do vigário

20 de abril de 2016

Fernando Marinho conta sua experiência como vítima de uma fraude pela Internet e de como ele conseguiu reaver seu dinheiro e orgulho de volta.

Como a maioria dos consultores, sou obrigado a viajar muito. Por isto, sempre que possível opto pela facilidade e conforto que a Internet nos proporciona para agilizar e economizar nosso dia-a-dia.

Sou um usuário de sites de leilões desde 1999, comprando e vendendo artigos de informática, tanto pela tranquilidade de procurar, quanto pela facilidade de selecionar o que desejo.

Recentemente vendi meu notebook, um valente Pentium III 750, para juntar algum dinheiro e poder comprar algo mais novo. Como todos sabem, notebooks são excelentes amigos da produtividades, mas terríveis inimigos dos avanços tecnológicos, tornando-se obsoletos com relativa rapidez, o que os torna péssimo investimento.

Ocorre que acabei participando de um leilão e arrematei um Toshiba, P IV, por um excelente preço, que me foi dito ser arremate de leilão da Receita Federal. E por isso estava sendo oferecido com um bom desconto sobre seu preço na loja.

O grande e óbvio problema que surgiu daí, foi o fechamento do negócio. Estando em SP e o vendedor em Foz do Iguaçú, ficaria difícil acertarmos um meio confiável de transacionar.

O vendedor me ofereceu então duas opções: SEDEX a pagar com acréscimo de 15% por conta da demora no recebimento pelos Correios ou através de um site de intermediação, que cobraria apenas 2,5% de comissão.

Óbvio foi que aceitei a segunda opção.

Entrando no site, graficamente bem construído e apresentando logos de famossos sites de leilão e da Certisign, as instruções na primeira página indicavam o caminho e o roteiro de como seria conduzida a intermediação.