Meu pai contava uma história que sempre uso para ilustrar situações onde as pessoas se apresentam para ajudar, sem pensar em “como” ajudar

29 de abril de 2016

A história fala de uma casa cheia de camundongos, onde vivia um gato que diariamente comia alguns deles. Um dia, revoltados, resolveram discutir o problema e um ratinho bem novinho levanta a pata. Ao obter a palavra, ele sugere: “Que tal amarrarmos umguizo no pescoço do gato ? Assim, quando ele estiver chegando ouviremos o guizo e teremos tempo de fugir !”.

Todos aplaudiram a sugestão do ratinho. Como não puderam pensar nisso antes?

E foi no meio da algazarra que um ratão velho, daqueles bem idosos, levanta sua bengala (se é que rato tem bengala) e pergunta
a todos: “E quem de nós irá amarram o guizo no pescoço do gato ?”…

Assim tem sido com tudo que leio a respeito sobre o “Apagão”.

Pelo que eu tenho lido a respeito, a solução é simples ! Basta a construção de meia dúzia de hidro-elétricas em locais que não sofrem o problema de falta de chuva e linhas de transmissão que remanejem a produção de áreas onde haja menos demanda.

Isso não se questiona. É fato. O resto é discutir sobre responsabilidade e atitudes que deveriam ter sido tomadas e não o foram.

Mas, cá entre nós: será que é isso que interessa ao empresariado ? Será que a discussão sobre as causas poderá reduzir os impactos da Crise Energética ?

Nesse meio tempo, em que soluções alternativas se revezam com outras de “fundo de quintal”, gostaria de falar um pouco sobre um sub-produto do Planejamento Estratégico: o Plano de Continuidade de Negócios.

Também conhecido por PCN, esta metodologia é baseada na análise de cada processo de negócio realizado pela empresa, permitindo o planejamento de alternativas para sua execução.

Com origem nos Planos de Contingência dos antigos ambientes de computação, quando os computadores de grande porte (mainframes)
exigiam uma série de requisitos para funcionamento, o PCN agrega duas preocupações a mais.

Um Plano de Contingência, de forma genérica, está voltado para a manutenção dos processos. Desta forma, não interessa o meio como estes serão executados: o PCO cria meios de permitir que os processos ontinuem a ser executados, independendte de falha ou indisponibilidade em componentes utilizados para isso.