Vamos esperar o resultado dos atentados terroristas nos EUA ?

29 de abril de 2016

Foi com extrema surpresa e angústia que soube dos atentados ocorridos há pouco nos EUA, atingindo o World Trade Center, o Capitólio e o Pentágono.

Assisti pela TV o impacto do Boing no prédio, ao mesmo tempo que me imaginei sentado em minha mesa de trabalho, sendo atingido pela explosão decorrente do choque.

Definitivamente, nenhum conflito justifica esta forma de agressão.

Entretanto, sua existência é um fato. E suas consequências já começaram a se fazer sentir aqui no Brasil, onde a BOVESPA paralisou suas operações, face à queda vertiginosa acarretada pela notícia. Nos EUA, TODO o tráfego aéreo no país foi suspenso !

Vamos extrapolar um pouco a situação: só no World Trade Center, circulavam cerca de 50 mil pessoas por dia. Pelo menos ali situavam-se instalações de aproximadamente 500 das maiores ou mais importantes empresas nos EUA.

Qual será o impacto que este acontecimento irá gerar aqui no Brasil ? As empresas do segmento de energia, petroquímica, química e farmacêutica, tecnologia e telecom vão continuar a trabalhar como antes ? Será que os bancos vão continuar suas atividades como se nada tivesse ocorrido ? As empresas de transporte aéreo saberão como trabalhar ?

De que forma esses atentados afetarão nossa vida aqui no Brasil ? Isso vai depender do tipo de trabalho de cada um.

Se sua empresa depende de importações, esqueça. Seu fluxo de caixa certamente será afetado pelo atraso causado pelo aumento da vigilância nos pontos de entrada e saída dos EUA. Se sua empresa trabalha na bolsa de valores. Vá para casa: com este evento, o choque sofrido pelas grandes empresas irá emperrar o movimento das bolsas, reduzindo a movimentação a níveis mínimos. Se a sua empresa é um multinacional, provavelmente ela começará a rever todos os ítens de segurança, temendo um efeito-dominó causado pelo exemplo iniciado em Nova Iorque: se aumentam a dificuldade no país-alvo, os atentados tendem a se alastrar em ondas pelo restante do mundo.

Não há mais o que se fazer para reduzir o risco (possibilidade de ocorrência) de um evento destes. Nós, aqui no Brasil, somos demasiadamente céticos com relação a atos extremistas desta envergadura. Nos negamos a crer que possam acontecer, até o momento que ocorram.

O motivo deste artigo, escrito tão rapidamente após ver as imagens da TV, é o de alertar as pessoas para as consequências que irão sofrer como resultado destes atos terroristas e das outras que possuem envolvimento com empresas que possam se tornar futuros alvos, reduzindo as chances de sofrer o que os norte-americanos estão sofrendo.

Hoje o mundo acordou para a existência de uma ameaça que só ocorreu com tamanha intensidade uma única vez, durante a segunda grande guerra: o fanatismo. Os responsáveis por estas atividades acabaram de colocar o mundo à sua caça e certamente sofrerão suas consequências. Mas neste meio tempo, não é possível que fiquemos passivos, aguardando que as coisas ocorram à mercê dos acontecimentos e da loucura de terceiros.

Devemos rever nossas atividades, identificando suas potenciais fontes de risco e os impactos que possam advir de possíveis eventos. Sem dúvida alguma, uma série de respostas que venhamos a planejar poderão ser utilizadas em situações desta natureza.

Não podemos, em hipótese alguma, ficar de braços cruzados, esperando que o Brasil fique à margem de acontecimentos inerentes à loucura de grupos de pessoas que matam indiscriminadamente civis e inocentes cuja única culpa é a de viverem suas vidas.

Não há de se pensar, como muitas pessoas pensaram a respeito do efeito do Bug do Milênio, que não existe o risco. Pode não ser tão grave quanto o que houve nos EUA, mas que poderão gerar consequências que virão a afetar nosso cotidiano, não há dúvida. E o tempo se encarregará de endossar esta afirmação, ou não.

Na verdade, nossa opinião é de que não podemos arcar com o custo da dúvida. Nossa situação já é suficientemente difícil, para termos que gerenciar dificuldades consequentes de nossa omissão. Este artigo é um convite à reflexão sobre o sofrimento e caos acarretados por um grupo de pessoas que estão agindo para desestabilizar um sistema político inteiro, inerente à uma série de países ao redor do mundo, inclusive o Brasil.

Não podemos ficar de braços cruzados, esperando que por estarmos na américa latina estejamos à salvo. Não há lógica na loucura, tampouco no extremismo.

Devemos, sim, correr contra o tempo para antecipar o aumento do risco acarretado por este cenário, e planejar nossas ações de resposta, minimizando quaisquer efeitos negativos que possam advir deste novo conjunto de eventos.

O PLANO DE CONTINUIDADE DE NEGÖCIOS não se restringe apenas à área de tecnologia de informação.

Mais do que nunca, devemos encarar sua metodologia para prevenir e reduzir os possíveis efeitos consequentes de uma onda terrorista deste nível, minimizando seus impactos no nosso cotidiano pessoal e profissional.